sexta-feira, 8 de julho de 2011

O quadro-negro animado na coletiva de imprensa da exposição Rio: a arte da Animação

Ainda sobre a abertura da exposição realizada ontem, a colaboradora Mariana Galvão, aluna do curso de Cinema e Audiovisual da UFF, complementou o texto da postagem anterior com mais detalhes.

Carlos Saldanha deliciou um grupo de jornalistas em uma coletiva para a imprensa no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. A coletiva aconteceu com parte da abertura da exposição Rio: a arte da Animação, que permanece em cartaz no MNBA até o dia 4 de setembro.


 
Mr. Nice Guy: diretor carioca posando ao lado da decoração da sala para a exposição.

A exposição, contudo, não foi o único assunto da coletiva. Saldanha não poderia deixar de comentar o lançamento do home video Rio, à venda a partir de hoje não apenas em DVD, como também em Blu-Ray e Blu-Ray 3D — o primeiro do gênero lançado pela Fox no Brasil. Foram mostrados trechos dos extras do DVD que incluem um making of, entrevistas e cenas excluídas da montagem final. “É um pouquinho mais de espaço para falar um pouquinho além do que é o filme. Falar um pouco da história dos bastidores do filme e também mostrar um pouquinho das coisas que aconteceram, das coisas que não ficaram no filme, as cenas deletadas”, disse Saldanha.

Dentre os trechos exibidos, estava uma das cenas que Saldanha diz que, após uma visita posterior ao Brasil, alguns membros de sua equipe lamentaram o corte, por terem passado por uma situação curiosamente similar a vivida pelo protagonista. Em tal momento, Blu experimentaria pela primeira vez as frutas tropicais e, ao sentir gostos muito diferentes do que já havia experimentado, teria seu primeiro contato com sua “brasilidade”.

O diretor explicou para os presentes um pouco o processo de criação do filme, cuja ideia original seria a de contar as desventuras de um pinguim perdido em praias cariocas. No entanto, os lançamentos dos longa-metragens A marcha dos pinguins (2005), Happy Feet: o pinguim (2006) e Tá dando onda (2007) mudaram o centro das atenções da película para Blu, até então um simpático adjuvante nos primeiros tratamentos do roteiro. Saldanha falou ainda sobre o futuro da Animação brasileira e da importância do festival Anima Mundi, no qual Saldanha ministrará um papo animado e master class este ano e que, segundo o cineasta, ajudou no reconhecimento e no envolvimento do público brasileiro no cinema de Animação. Para ele, estamos vivendo um momento perfeito para dar uma grande alavancada na produção brasileira e também na formação de profissionais em território nacional.


A coletiva contou também com a participação de Jere Erkko, vice-presidente da Rovio na América Latina, que comentou o sucesso de vendas da versão do jogo Angry Birds: Rio, inspirada no filme. Participaram da mesa também Mônica Xexéo, diretora do Museu Nacional de Belas Artes, e José do Nascimento Junior, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), que mencionaram a criação de um edital pelo IBRAM, ainda incerto, dedicado a roteiros que contemplem histórias que se passem em museus(incluindo a possibilidade de projetos em Animação). Estamos na torcida, vamos esperar que não fique só na promessa. Saldanha já confirmou que uma sequência de Rio é inevitável. Quem sabe não vem de um edital como esse uma nova aventura na Cidade Maravilhosa?

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